Pode ser qualidade, talvez um defeito.
Eu acredito que seja por eu ser do contra, mas é engraçado como todos reclamam de um dos 2 dias do ano em que apanharam chuva a caminho de casa...
Para mim o aluno apanhar chuva ao vir da escola é algo indescritivel, é a demonstração do amor pelo ensino, é magico, é mitológico, é natural, é quase a reflexão daquilo que tem de ser a vida de estudante.
É das coisas que mais me deixa em contraste, por um lado o mal estar físico, por outro lado a fantástica sensação de sentir que estou a fazer algo que devia ser obrigatório, e faz parte de um ritual pelo qual todos deviam passar.
Enfim, para mim a chuva ganhou uma especial importância quando aconteceu o celebre episódio com a Tânia, propositado ou não aquele piscar de olho ainda hoje me faz pensar, talvez tenha sido uma espécie de reconhecimento de uma entidade superior pelo meu andar á chuva.
Já quando andava na Luísa todi houve um dia de chuva em que cheguei a casa com a ropa completamente encharcada, mas hoje lembro-me desse dia como um dia feliz, lembro-me que a chuva era tanta que ao invés de correr para me abrigar eu andava para não me cansar, pensava eu na altura, hoje olho para traz e penso que talvez eu tenha decidido aproveitar aquele momento para me colocar em contacto com o elemento que é a base de toda a vida.
Resumindo, andar á chuva não sabe bem, é desagradável e é incomodo, mas é reconfortante que isso aconteça umas poucas vezes.
Já a chuva em si é fascinante, contagiante (prova disso é o famoso ditado popular).
Enfim... em jeito de remate final, não acabem com a mística dos dias de chuva.
quarta-feira, abril 09, 2008
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